Nunca andei confiante, sempre fui do tipo que ao estar correndo risco segurava pelas paredes, procurando segurança, mas a verdade é que me rastejava sem sair do lugar, qualquer escorregão era motivo de abandonar aquela situãçao e sentar em um barco seguro, esperando que meus guerreiros defendessem a minha honra, ate que todo o meu exercito foi dizimado e estive sozinha cara a cara diante dos meus dragoes, olhei nos seus olhos, eram negros como a escuridão e causavam calafrios, então decidi não mais me intimidar e lutei sem armas, pois me encontrava confortavel e despreparada quando o imprevisto aconteceu, entao usei as palavras, eram as unicas ferramentas em minhas maos, e tive a sorte de todo esse tempo esta observando o meu inimigo, conversei, usei tantas palavras e argumentos quanto fosse possivel, e intimidei o meu monstro, ele curvou a cabeça diante de mim e deitou ao meu lado, e ali estava eu alisar e manipular o dragão, o motivo, ironicamente era o mesmo que me prendera: O MEDO.
(Lais Barreto Peixoto)
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