domingo, 24 de julho de 2011

[][][] O prazer de experimentar [][][]



A natureza em mim...

Como lua sou de fases: ora cheia, ora crescente, ora minguante, e ora nova...
Como o sol tenho hora para nascer e pra me pôr...
Como o vento viajo em tantos lugares em pensamento !
Sou primavera em flor, inverno em frio, verão em calor, e outono como folhas caídas.
As vezes me sinto a borboleta em seu casulo, esperando suas asas...
As vezes sou fera, a espreitar minha caça,e em outras sou presa a me contorcer e agonizar na barriga da serpente.

Então sou a semente que precisa ser regada de cuidados e amor.

AS vezes sou o cão que espera o dono, as vezes a gatinha passando, se acariciando em voce...
AS vezes sou uma rocha grande e teimosa.
AS vezes sou um cheiro agradavél...outras vezes um bem ruim.

Em outras épocas sou erva daninha, sou o califrio que te dá de repente, sou a lágrima do olhar...
E em meio ao caos, e a tantas expressões do meu ser, tendo buscar e transforma-me, para que não me torne um nada, e tente ser sempre algo mais do já fui.

(Lais Barreto Peixoto)

sábado, 23 de julho de 2011

Coisa de mulher...



Porque te digo eu te odeio, quando quero dizer que te amo...
Porque reclamo o tempo todo para não falar: voce ta me magoando carramba!
Porque quando voce me pergunta o que foi?o que eu fiz?
E eu respondo é tudo, por que é realmente uma lista inteira de cicatrizes.
Porque eu choro e choro, reclamo o  tempo todo, para não falar: me dê atenção,e mostre que eu continuo sendo tão importante para você quanto você é pra mim.
Porque deixo o medo de perder escondido em ciúmes descabidos, e toda mulher é louca por querer segurança?
 E em toda vez em que partimos, carrego o desejo e a esperança, de que não dure pra sempre...
Pois meu coração anda apertado
                                         de saudades suas!
(Lais Barreto Peixoto)

Nas horas vagas...

A difirença entre estar perdido e querer ser achado:


Contos juvenis com o já certo término: e eles viveram feliz para sempre!
já não cabe hoje em dia...
Prefere-se o drama, procura-se
e até mesmo cria-se.
Todo o teatro monta-se e desmonta-se
em exatos instantes
há perípecias, não magia....

 Alías  a magia estar
na imperceptivel vantagem
de quem sabe estar encenando...
E que a qualquer momento
o mocinho vira bandido
e morreremos todos no mesmo 

fim...


A luzes do palco se apagarão...
e lentamente a cortina se fecha
e começa o burburinho de críticas
daqueles que desejavam escrever a história 
dos personagens, e no silêncio, talvez
os próprios personagens quereriam mudar 
certas partes...mas, as vezes,
a história simplismente aconteçe.



(Lais Barreto Peixoto)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Visão Pessimista




Por vezes chorei prantos disfarçados do tranqüilo risonho que meu lábio vestiu, e em toda delicadeza do gesto não se via a debilidade naquela ação, como é que se rir quando se chora? como é que se chora se a vontade é de rir? Segui bordando epitáfios para o meu próprio cadáver, caluniando a mim mesma de forma tão não sincera, transformando a donzela donativa em escarcéu, em bocas de putas, imundas das bocas que beijam, agora como reclamar de tanta sujeira se minhas mãos estão empertigadas de lama? Como atirar pedras se o meu teto desaba e os estilhaços de vidros me cortam a pele?No dorso carrego a vontade de desenhar outras linhas, de falar outros versos, de cantar outras canções, mas como o que me domina nada me deixa a chance de refazer, remodelar o que eu sou e como me encontro, o que me resta mesmo é costurar os remendos das lágrimas de choro, e do tanto em que vivo.

(Lais Barreto Peixoto)

Flores Artificiais





Ao vê-las sinto uma súbita alegria, uma calma por haver flores no meu ambiente, lindas e coloridas como mechas de amor, de vida. Encantam os olhos meus e me arrancam os sorrisos amargos e temerosos. Ah, pobre de mim se eu já não tivesse o dom de ver jóias falsas, dom que não foi de berço, foi de lágrimas de decepção. Elas enganam os corações poucos sensíveis imitando toda a graciosidade da pureza. Encantando a tudo, na hipocrisia da verdade. Mas elas não têm cheiro, não são macias como a boca de quem se ama, não dão frutos, não morrem, apenas vivem congeladas, como um retrato bem feito, a espera que só reste elas para serem contempladas. Mas não sei como é possível até na ilusão de ser rosa também possuía espinhos, e houve sangue em meus dedos.

Recluso silêncio



Ouve-se o arrastar das correntes cortando o profundo silêncio que reinava além da montanha, eram ruídos fortes e intermitentes, e eu distante, porém nao o bastante para deixar de ver aquela cena, o homem amarrado a ferro tenta a custo se locomover arrastando o seu degredo, e eu estava a pensar quem seria aquele homem, que dor eu não sentia por ele no intimo de minha alma, e ele?Na carne, Na alma...em todas as suas habitaçoes, agonizava...Tentava imaginar quem faria aquele gesto sem escrupulos, prendera a liberdade de um homem, tiravam-lhe o prazer pela vida, a contemplar uma bela paisagem, com os pés cravados a terra, como uma planta que ali nasceu, e ali morrerrá, sentindo o vento em desassossego a lhe falar sobre a vida...o quão boa é a vida...quantos infinitos caminhos se pode trilhar.


O que eu via fora interrompido por pensamentos que não fazia algum sentido, pensava em um amigo distante que sumira da minha vida em auroras passadas, e logo percebi o por que desse pensamento...Era ele, o meu amigo...ali...e maior ainda foi o meu pesar, por que subitamente me veio o motivo daquele sofrer: Eu.


Há tempos atras machuquei um amor, e deixei ele partir, imaginando que as malas da dor ficaram para trás, pensando que apenas levara consigo a chance de uma oportunidade, fora das desgraças que o Ser Humano é capaz de fazer. Eu via a lua, o céu estralado, as montanhas...e agora, após tanto tempo ali estava ele...As lágrimas caiam dos meus olhos com pressa, eu estava palida e não havia reação alguma...Minha mente alagava em pensamentos, pensei na morte...mas nao havia a coragem, queria goles de conhaque, goles de amor, goles de perdão...Apenas um gole que me tirasse aquela sensação...Pensei sobre a vida, sobre uma atitude, sobre várias...e a pergunta que ficou foi: O que realmente quer o ser humano?

(Lais Barreto Peixoto)

Tempestade





Quando nao há palavras: Silêncio

Quando os nervos se aglomeram: Dispersão

Se a caminhada chega ao fim: escolhe-se uma nova estrada

Se não se chega a lugar algum voltamos pelo mesmo caminho

Na imcompatibilidade de cada gesto, amputa-se um membro amigo

E no amor gestual sobrou-se palavras

E a espera armagou sentada em um banco

E a corrida ceifou o encontro do amor

Combinações transformaram o sentimento

Foi transmutando em gradações

E libertou-se do extenso degredo

Aquele que o limita em partes de alguém

Em tom grave desafinou-se o acorde

Em redenção ajoelhou-se ao chão

E sentiu as gotas que caiam do céu

De encontro a sua vontade

E a gotas dos teus grandes oolhoos

Enfim Secaram

(Lais Barreto Peixoto)