segunda-feira, 30 de maio de 2011
>...> Se a dor existe e tem um porquê; há um mal que nela cresce e que quando o tempo passa esmorrece o que há de belo em mim. Se existe um talvez rimando a incerteza que se segue em minha vida e me deixa ao deleite da própria sorte, o que me trás o incoveniente de não ser eu mesma e caminhar as escuras com os pés em corrente...
deságuo, e borbulho nas profundezas de um oceano magnífico...morro pela tentação que em mim é despertada: a de enfim me desfazer e ser aquela gota confusa! E quem sabe assim molhar a tua face um dia, quando tu estiver a banhar-se em minhas águas a brincar alegre com outra pessoa, a fazer gracejos, e eu incerta cairei sobre os teus olhos, para quem sabe você lembre que sou eu que choro<...<
(Lais Barreto Peixoto)
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