quarta-feira, 25 de maio de 2011

Baú dos meus segredos



Como na caixa de pandora, revelou-se os meus segredos, meus sentimentos fragilizados pela vulnerabilidade e facilidade com os quais voce os maleava, corriqueiros mal chegavam em mim e já se despediam saudosos da sua casa. Os brinquedos e os gracejos da infância, as descobertas das quais mim impregno e abandono, da sabedoria quem em meu corpo resta, tudo se mistura em uma névoa de sensações que pairam no ar, formam redomoinhos em volta de mim, atingem partes do todo, partes do mundo, coabitam, e reconstrem algo de novo, e dos meus segredos que se faziam mudos, há tanto barrulho que não se pode distinguir palavras, e sentimentos, e antes melhor trazer ouvidos moucos, do que temer a loucura de tantos gritos que saem daquele baú das minhas recordações.

(Lais Barreto Peixoto)

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