Estava escuro, o ar passava pelo meu corpo e pela mata a suspirar...eu fixava as estrelas pensando no tempo, tentando desvenda-lo, pesarosa sobre o meu passado e sobre o meu presente, sobre as coisas que mudaram, sobre as que deixei para trás e as que continuo carregando, sobre o que ficou e o que restou.
Dos meus olhos caem lágrimas, não sei suportar a minha dor, me digo a mim, procuro na quietude do céu, no farfalhar das folhas nas árvores..Procuro respostas:
-Vamos me deem um sentido. Mas não ouço, não. Meu coração vazio, como um imovél abandonado. Minha mente perdida, o meu eu só. Silêncio.
Confusão e calma no ambiente. Làgrimas. Como as coisas são capazes de se misturar dessa forma? Não sei sobre o tempo, não sei sobre o futuro..sei que de fora sempre há alguém que pergunta: o que você está fazendo deitada nessa vala?! E eu apenas silêncio e penso, me enterrando viva!
(Laís Barreto Peixoto)






