segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sindróme da abstinência da droga do amor


Faz apenas quatro dias que nao te cheiro, que não te trago e nem sequer te vejo.
Meus olhos andam loucos pelas ruas procurando um traficante qualquer
que me sacie essa dor da falta.
E sinto o ar pesado dentro de mim, ao respirar.
Meu semblante depedente de ti para sorrir
amarga, inquieto e só.
Sinto lágrimas dentro de mim
È o desespero querendo inundar-me.
È aquela voz do meu pensamento
Eu te amo, eu te quero, eu te quero...
E eu sufocando-me, e buscando apagar
da memória o vício da satisfação, da felicidade extrema
Do amor sem igual, e daquela imagem
De meu eu desfigurado, e alucinado
Pelo fantasma do passado.

E tenho força
E quero curar-me
Tirar de ti essa posse de mim
que me faz objeto que tu guardas nas mãos
Quero me dar de presente
Uma vida diferente da que levo
Da inocência infiltrada pela
substância maléfica que me trás prazer.

È assim o horror dos traídos
Dos fracos, que enchergam em máscaras, sonhos
E os agarram como se fossem o bastante
Para completar nosso ser...

A euforia do começo do uso, passou
Tive as crises, as dores, as recaídas
Agora limpa, sinto apenas a dor da falta
Mas sei que o momento passará
E perceberei que o prazer que se foi
Deixou-me a vida
e a possibilidade de um amor ainda maior.

(Lais Barreto Peixoto)

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